terça-feira, 18 de outubro de 2011

Formação Humana RIo de Janeiro

Oi pessoal!


No próximo dia 22 tem Workshop de Formação Humana em Copacabana.

A Formação Humana é uma experiência transformadora vivenciada em grupo, mas com resultados sentidos nas raízes da história individual de cada participante. Um processo intenso de autoconhecimento, criatividade e percepção individual,  que conduz ao resgate do olhar sobre si mesmo, da voz, do fluir e da música corporal. O processo de Formação Humana nos leva a uma maior responsabilidade pela nossa experência e pelo aqui-agora. Uma desconstrução constante, um desaprender fluído que abre espaço para a sabedoria orgânica e a intuição.

“A Formação Humana é uma forma de ação e percepção do mundo, onde o respeito incondicional pela essência do ser humano e sua originalidade é fator essencial da existência. Um pensamento que valoriza a experiência, a criação, os vínculos e o sentir. E, sendo englobada pela experiência, a Formação Humana se torna uma forma terapêutica, pedagógica, política, filosófica e estética de transformação da sociedade. Transformação amorosa e individual, do micro para o macro. O principal objetivo da Formação Humana não é curar nem ensinar, mas despertar a essência do SER INTEGRAL, tecendo assim uma nova realidade, proporcionando a consciência de unidade corpo-mente e unidade com outros seres. Provando um conceito de um Ser Humano como uma realidade viva, mutável, pulsante, complexa, forte, capaz de criar novos significados para a vida e para as relações com seu meio”

Em anexo a divulgação oficial do evento.

formacaohumana.wordpress.com
facebook.com/formacaohumana

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Workshop Bem Cantar é Bem Estar!

Cantar envolve muito mais do que voz, afinação e ritmo. Envolve corpo físico como um todo: garganta, diafragma, pulmões, músculos, cabeça. Bem como o corpo emocional: as tensões, as repressões, a autoexpressão, os sentimentos que ali se fazem presentes.

O objetivo do workshop Bem Cantar é Bem Estar, é proporcionar encontro consigo mesmo através da prática do canto. Como eu canto? Como me expresso através da voz?

Será realizado um workshop contemplando as temáticas: meu corpo e meus sentimentos. respiração, voz e o canto propriamente dito.

Com isso possibilitar maior consciência corporal e vocal, promover criatividade e expressão, bem como auto estima.




quinta-feira, 22 de setembro de 2011

No war, but the CLASS WAR!!!

The day the people took back Wall Street — in pictures

by Jérôme E. Roos on September 19, 2011

http://roarmag.org/2011/09/the-day-the-people-took-back-wall-street-in-pictures/ 


O dia em que manifestantes tomaram a Wall Street. New York contra um sistema aniquilador!!!!!!! 

Adorei a iniciativa...


Abç

Mari Oselame


Locais com consultas médicas, exames, tratamentos baratos ou gratuitos‏ no Rio de Janeiro

AJUDE A DIVULGAR- ALGUÉM PODE ESTAR PRECISANDO!

ASSUNTOS: Locais com consultas médicas, exames, tratamentos baratos ou gratuitos


1) CASA DE FRANCISCO DE ASSIS, Laranjeiras, rj

2) Clínica de Enfermagem Arte do Cuidado, da UniverCidade, Pç Pio XI, rj

3)
CLÍNICA POPULAR - (Colégio Sto Inácio - Botafogo-RJ)

1) CASA DE FRANCISCO DE ASSIS, Laranjeiras, rj

Amigos, a CASA DE FRANCISCO DE ASSIS,
Rua Alice 308 - Laranjeiras, RIO DE JANEIRO

Tels: (21) 2265-9499 e 2557-0100,
www.casadefranciscodeassis.org.br e e-mail: cfassis@uol.com.br,
Mantém diversos médicos com as especialidades abaixo, que atendem com hora marcada pessoas com renda comprovada de até 3 (três) salários mínimos, ao custo de R$10,00 a R$15,00.
Para aqueles que não possam pagar os valores citados anteriormente, será feita uma avaliação com a Assistente Social para ser concedida gratuidade:
- Homeopatia (Crianças) - Cromoterapia

- Pediatria e Otorrinolaringologia - Psicologia Infantil

- Pediatria - Fonoaudióloga (CRECHE)

- Psiquiatria - Nutricionista

- Psicologia - Odontologia - Crianças e Adultos

- Cardiologia - Ginecologia

- Fisioterapia - Serviço Social
- Jurídico
LIGAR HORÁRIO COMERCIAL E FALAR/AGENDAR C/CARMEN
Atendimento gratuito.

2) Clínica de Enfermagem Arte do Cuidado, da UniverCidade, Pç Pio XI, rj
A Clínica de Enfermagem Arte do Cuidado, da UniverCidade, presta atendimento gratuito e está agendando para preventivo ginecológico.
Qualquer mulher interessada deve ligar para os seguintes números:
2219-8100/ 2233-8389 ramais 225/226.
Endereço: Av. Presidente Vargas, nº 2700. Praça XI, ao lado do prédio do Metrô, Rio de Janeiro .
Funcionamento: de segunda à sexta das 08h00min às 11h00min e de 19h00min às 22h00min, aos sábados de 08:00h às 11:00h.
Também são realizados EXAMES LABORATORIAIS, tudo gratuito.


3) CLÍNICA POPULAR - (Colégio Sto Inácio - Botafogo-RJ)

CLÍNICA POPULAR
- A clínica noticiada é obra dos ex-alunos do colégio Santo Inácio, dos jesuítas. De formação católica e humanística, esses profissionais dedicam (cada um) um tempo na semana para saírem de seus consultórios particulares e atenderem aos mais carentes. O valor cobrado nos exames destina-se às despesas com aluguel, empregados e materiais. Até o aparelho de ressonância foi comprado pelos médicos em rateio.

EXAMES MAIS BARATOS PARA QUEM NÃO TEM PLANO DE SAÚDE

Foi criada uma clínica de exames de diagnósticos por imagem, para atender a população de baixa renda.
A Kodak, GE, e empresas da área de saúde patrocinaram este lindo projeto!
É a realização de um sonho do radiologista Romeu Cortes Domingues, diretor médico de duas clínicas de radiologia, que buscou parceiros para a iniciativa.
Para se ter uma idéia, os exames, que custam, na rede privada, cerca de R$ 850,00, são oferecidos por R$ 120,00.

Repassem para todos que necessitam de ressonância magnética, ultra-som e mamografia e não podem pagar.

Rua São Clemente, 216 - Botafogo - RJ

Confiram o site deles:
www.imagemsolidaria.com.br

terça-feira, 20 de setembro de 2011

BOLSONARO NÃO ME REPRESENTA!!!!!!





O deputado Jair Bolsonaro foi hostilizado hoje por universitários, na UFF, em Niterói, RJ, e buscou refúgio em um carro da Polícia Militar. Apesar de seus críticos serem meros estudantes, Bolsonaro recorreu até à companhia de um segurança armado para deixar o local.
O político, famoso por criticar o movimento gay, estava em uma palestra na faculdade de direito. Dois vereadores de Niterói, Renatinho (PSOL) e Leonardo Giordano (PT), aproveitaram a oportunidade e foram até lá entregar ao deputado federal duas moções de repúdio aprovadas contra ele, pela Câmara de Vereadores da cidade.
Tudo por conta das declarações "homofóbicas e racistas", como classificam os autores das moções, dadas este ano no programa CQC, da Band.
Bolsonaro, sempre polêmico, não titubeou e rasgou as moções.
O clima fechou. O deputado saiu do campus sob vaias, protestos e até xingamentos, feitos por dezenas de alunos. Restou-lhe, pedir ajuda à PM.

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2011/09/19/escolta-para-bolsonaro-406555.asp

terça-feira, 12 de julho de 2011

Matéria: Meu filho, você não merece nada VALE A PENA‏

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada
Eliane Brum
   DivulgaçãoELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Dicas de como evitar um estupro


Em toda essa história de abuso contra mulher, enfim algo que realmente responsabiliza o agressor!!!!!

Belo trabalho http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/

Abç fraterno

Mari Oselame

sexta-feira, 17 de junho de 2011

PERDER-SE E ENCONTRAR-SE: O SER EM ROTINA

Uma das maiores dificuldades do ser humano é a falta de percepção de si mesmo e do que está ao seu redor. Uma errata, “falta” não seria o termo mais apropriado, e sim, uma percepção mais coerente.

Ontem assisti a uma peça de teatro, um conjunto de seis histórias curtas. Uma delas falava de um casal que encontrava a programação do dia na cabeceira da cama. No início, pensaram que o fato de acordarem e terem um roteiro narrando o dia que estava por vir, só poderia significar uma tragédia. Não era nada disso, o script estava lá apenas para mostrar o quanto suas vidas haviam caído numa praxe, a ponto de só perceberem como agiam e falavam, depois de terem lido o tal roteiro.

Engraçado pensar que uma situação fictícia possa ser tão real. No entando, é! Acabamos nos envolvendo em rotinas alienantes e não atentamos que estamos nos perdendo de vista. Quantos de nós prestamos atenção na forma com que tomamos banho? Insignificante? É uma das ações do dia-a-dia que mais possui ritual, sempre a executamos, exatamente da mesma maneira. E quantas atitudes mais tomamos sem nos darmos conta?

Se não temos desenvolvido nossa auto-percepção, o que é que estamos transmitindo ao outro? Refiro-me aos nossos colegas de trabalho, de aula, a nossa família, amigos. Como nos comunicamos com o outro?

Antigamente pensava-se que para se comunicar com alguém bastava lhe falar ou escrever, ou apenas proferir uma ordem para que a mesma fosse cumprida. Na realidade, a comunicação está sujeita a distorções, deformações que fazem com que muitas vezes uma mensagem não seja recebida tal qual foi emitida. Há barreiras e ruídos que impedem a mensagem de chegar ao receptor. Muito sutis, por exemplo o egocentrismo, que no coibe de enxergar o ponto de vista do outro, nos compele também a rebater tudo que o outro diz, sem ao menos ouvir o que ele realmente está dizendo. Ou mesmo opiniões e atitudes do receptor que fazem como que ele ouça, ou leia o que lhe interesse, ou ouça a mensagem de modo que coincida com sua opinião. Nota-se que os maiores ruídos não são externos, mas internos. E quando me conheço, quando me percebo, quando me acesso, posso escutar o outro, ou pelo menos estar consciente de não estar desempenhando isso muito bem.

OFICINAS ATRAEM PÚBLICO PARA FEIRA DO LIVRO

Atividades estimulam a criatividade dos participantes

Diário de Canoas, segunda-feira, 29 de junho de 2009, por Marcos Merker

Diversas oficinas têm explorado a criatividade dos frequentadores da 25 Feira do Livro de Canoas, no auditório Euclides da Cunha. Neste final de semana, o espaço- montado na praça da Bandeira, no Centro- abrigou atividades de música e artes gráficas. De hoje até quinta-feira, 2, estão programados quatro módulos da oficina de fanzine, com a ONG Trocando Idéia, todos entre às 15 e 17 horas.

A interação com diferentes instrumentos musicais e brincadeiras que associavam sons, canto e ritmos a movimentos corporais tornaram a música mais acessível para um grupo de 12 crianças, no sábado, 27. “Gostei de tocar o pandeiro”, conta Natália Miranda, 10 anos, sobre o instrumento que conheceu na oficina. Junto com a irmã Tereza, 9, e das amigas Giulia, 10 e Elisa Antonetti, 7, ela também cantando cantigas de roda. “Música é arte, faz parte da literatura, do universo fantástico da imaginação”, explicou a musicoterapeuta Mariane do Nascimento Oselame, que coordenou a atividade. Para a técnica contábil, Adriana Vaz, que admirava a filha Maryanna, 5, brincar ao som de tambores, chocalhos e triângulos, a oficina estava aprovada. “Vim para passar a tarde interia. Todas as atividades da idade dela, ela participava”, comentou.

VENDAS-Oficineiros e acompanhantes das atividade oferecidas gratuitamente no auditório Euclides da Cunha também ajudam a gerar maior circulação de pessoas nas bancas de livros localizadas na praça da Bandeira. “No começo, estava meio apavorada de estar do lado de cá da Feira. Mas agora, vemos que aqui as vendas são mais gordinhas”, comenta a livreira Roselaine Ribas. Segundo ela, as oficias atraem um “público mais selecionado”, disposto a compras de livros mais caros.

Musicoterapia marcando presença em Caravana Cultural de Canoas


Maratona de shows musicais anima comunidade do Niterói

Diário de Canoas, 16 de Março de 2009, por Luccas Mello/ PMC

Apresentações artísticas, espaço de literatura e diversão fizeram parte da 7ᵃ edição do Caravana Cultural. Neste sábado, o palco itinerante do projeto foi até a rua Itamar de Mattos Maia, no bairro Niterói, dando continuidade as ações do Prefeitura na Rua. Durante a maratona de shows gratuitos, a comunidade contou com exposições, brincadeiras e oficinas.

A programação se iniciou às 15 horas, com a música de Roberto Mendes e Banda, seguindo pelo grupo de pagode Tá Valendo e apresentação da dupla sertaneja Marcelo e Jordano. Após subiu ao palco a banda Processo Inverso trazendo canções de rock. Curtindo os shows com a família, Margarida da Silva, 40 anos, aproveitou para fazer compras na feira de artesanato e produtos coloniais do grupo de Economia Solidária, “Está tudo muito bom. Podeira ter mais vezes para a gente ficar mais unido”, sugere a costureira.

Cercado de instrumentos de percussão, Luan Teixeira, 5 anos, descobria como fazer música em meio a uma roda de amigos. “Como não dá tempo para que tenham uma iniciação musical, possibilitamos que os pequenos desenvolvam o lado físico e emocional, por meio das experiências sonoras”, explica a musicoterapeuta Mariane Oselame. No local a criançada também se divertiu na cama elástica, jogando pingue-pongue ou montando nas pernas-de pau.